sexta-feira, 6 de abril de 2018

Governo aprova projeto de reforma trabalhista

Rumo ao novo estilo de trabalho, o governo aprovou a reforma trabalhista. É a primeira proposta de reforma em 70 anos

Reforma trabalhista no Japão

Na manhã desta sexta-feira (6) o governo anunciou a aprovação da proposta de reforma trabalhista. O Japão terá um novo estilo de trabalho depois de 70 anos, caso o projeto de lei seja aprovado.

Segundo Katsunobu Kato, Ministro da Saúde, Trabalho e Bem-Estar “esta grande reforma melhora a produtividade do trabalho e leva a um círculo virtuoso de crescimento e distribuição. Eu gostaria de trabalhar com firmeza para que possamos aprová-la na Dieta”.

O projeto de lei a ser apresentado para aprovação final tinha como meta o mês de fevereiro. No entanto, com os dados sobre tempo de trabalho incongruentes, teve que passar por revisão.

Principais pontos da reforma
  1.  Horas extras: máximo de 720 horas anuais, o que significa até 60h/mês. Nos casos de necessidade, máximo de 100 horas no mês. Ou, nos casos de pico de produção por um tempo determinado, máximo de 80h/mês. No caso dos motoristas de caminhão ou ônibus, máximo de 906h/ano
  2.  Sistema de profissional altamente qualificado: avaliação por desempenho ao invés da carga horária trabalhada
  3.  Salário igual para trabalho igual: proíbe a diferença entre o tratamento irracional dos trabalhadores regulares e não regulares
  4.  Zelo pela saúde dos trabalhadores: cumprimento do calendário de mais de 104 dias de descanso por ano. No caso de trabalhar 4 semanas sem folga, obrigação de conceder 4 dias de descanso. Aqui entram as férias e outros cuidados na gestão da saúde dos empregados
O governo pretende aprovar o projeto de reforma em breve para implementar o sistema de profissional altamente qualificado já a partir de 1.º de abril do ano que vem, junto com as novas regulações sobre horas extras nas grandes empresas. As de menor porte passarão a cumprir a nova lei a partir do ano fiscal 2020.

Em relação ao salário igual para trabalho igual, a implementação também será em 2 etapas, primeiro as grandes companhias, no ano que vem.

O não cumprimento da nova legislação prevê prisão para os gestores e multa. 
Fonte: Portal Mie com NHK e Asahi

segunda-feira, 12 de março de 2018

Disque Saúde funcionará provisoriamente com atendimento presencial em Nagoia e nos Consulados Itinerantes

Programa era mantido pelo Sabja, que se desvinculou por falta de verba
Disque Saúde com atendimento no Consulado do Brasil em Nagoia
 
O Serviço de Assistência aos Brasileiros no Japão (Sabja) informou nesta segunda-feira (12) que se desvinculou do Disque Saúde. Segundo o diretor-presidente da organização sem fins lucrativos (NPO, na sigla em inglês), Shinji Mogi, o motivo é a falta de verba para a manutenção do programa Disque Saúde.

Mogi lembra que o Sabja assumiu o Disque Saúde há cerca de três anos e meio, quando o programa estava para fechar por problema de verba.

“Eu achava que se conseguisse o apoio de algumas empresas daria para cobrir o custo. Mas não conseguimos esse apoio. Somente uma empresa nos ajudou nesse período”, disse.

Ele contou que em reunião da diretoria do Sabja foi decidido desvincular o serviço do Disque Saúde, lembrando que o Sabja também passa por momentos difíceis em termos financeiros, tendo que reduzir algumas de suas atividades.

A médica Elza Nakahagi, que sempre foi uma das voluntárias do Disque Saúde, informou que estará temporariamente representando o serviço, até que o programa possa ser organizado novamente.

Elza explicou que no momento poderá ser procurada no Consulado do Brasil em Nagoia (Aichi), das 12h às 15h, apenas para atendimento presencial, na última quarta-feira dos meses pares (no caso, abril, junho, agosto e outubro). Em dezembro, será na primeira quarta-feira do mês. Além disso, estará presente também nos Itinerantes realizados pelo Consulado de Nagoia. O serviço é gratuito.
Fonte: Alternativa

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Okinawa aposta em trabalhadores estrangeiros para setor agropecuário

Prefeituras se mostraram positivas com a possibilidade de contratação
trabalhadores estrangeiros para setor agropecuário
 
O problema da falta de mão de obra se tornou evidente nas belas ilhas da província de Okinawa, no sul do Japão, que carece principalmente de trabalhadores nos setores de agricultura e pecuária.

Em uma pesquisa realizada pelo governo da província, 60% das prefeituras relataram falta de mão de obra e o problema é tão severo que há localidades que precisam de mais de 100 agricultores.

A pesquisa foi realizada entre dezembro do ano passado e janeiro deste ano, com 41 prefeituras e 11 organizações relacionadas à agricultura. Foram obtidas respostas de 29 prefeituras e 18 delas afirmaram estar sofrendo com a falta de mão de obra.

O jornal local Ryukyu Shimpo informou que a escassez de trabalhadores é elevada na floricultura e no cultivo de vegetais e cana de açúcar. O governo da província mostrou expectativas com as novas estratégias do governo nacional, que pretende abrir as portas para a contratação de mais estrangeiros especializados.

As prefeituras se mostraram positivas com a contratação de estrangeiros para suprir as necessidades do mercado, mas também mostraram preocupações com relação às diferenças de cultura, costumes e idiomas.

A maioria das localidades também mostrou intenção de promover programas de incentivo que possam atrair jovens de outras regiões do Japão ou garantir o interesse dos filhos dos agricultores locais de continuar o trabalho dos pais.

A Cooperativa Agrícola de Okinawa mostrou otimismo com a contratação de estrangeiros especializados, que possam atuar nas diversas ramificações do setor na província.

“Estamos precisando muito. Há a necessidade de contratação de um número elevado de trabalhadores. Há expectativas com a vinda de estrangeiros especializados”, comentou um porta-voz ao jornal.
Fonte: Alternativa

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Seminário em Hamamatsu sobre trabalhadores estrangeiros e seu papel na sociedade japonesa

Administração de empresas na era global e estratégias de recursos humanos é tema de seminário de Hamamatsu
Trabalhadores estrangeiros

Com a diminuição do número de trabalhadores causada pelo envelhecimento da população, a região de Tokai possui muitos estrangeiros da América do Sul e estudantes técnicos de países asiáticos, que são uma grande força para as atividades econômicas da região.

Visto que são necessários sistemas para aceitar os estrangeiros como parte integral da sociedade, será realizado um seminário para discutir a contratação de estrangeiros e a promoção de uma sociedade multicultural.

O seminário será ministrado totalmente em japonês e contará com a participação de empresas de diversos setores para elucidar o quadro atual dos estrangeiros que trabalham em fábricas e empresas do Japão.

Seminário sobre as Medidas para a Contratação Adequada de Trabalhadores Estrangeiros e Promoção da Adaptação à Sociedade Japonesa
Data: 20 de fevereiro (terça-feira)  13h30 às 16h00 (recepção a partir das 13h00)
Local: Grande Sala de Reuniões da Universidade de Arte e Cultura de Shizuoka
Endereço: Hamamatsu-shi Naka-ku Chuo 2-1-1
Tel: 053-457-6111
Capacidade: 150 pessoas (necessário inscrição prévia)
Abra o panfleto (PDF) clicando aqui (em japonês) – Formulário de inscrição no fim da página
Fonte: Portal Mie

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Aumento de trabalhadores brasileiros em Fukui

O aumento do número de trabalhadores estrangeiros foi de 20% em Fukui, incluindo os brasileiros, mesmo em meio à falta de mão de obra
Trabalhadores brasileiros em Fukui

Após a divulgação da estatística dos trabalhadores estrangeiros pelo Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar, na semana anterior, a Secretaria de Trabalho de Fukui também fez o seu anúncio.

A secretaria informou que no fechamento em outubro do ano passado houve aumento de 20% de trabalhadores estrangeiros. Subiu de 6.460 para 7.770, mesmo em meio à falta de mão de obra na província.

Houve aumento também das empresas contratantes, passando para 1.207. A maioria dos estrangeiros trabalha no setor industrial, com 46% dos empregos.

Echizen é a cidade que mais abriga os trabalhadores vindos de fora com 43%, seguida pela capital homônima com 37%.

Ao olhar para a origem da mão de obra os chineses ainda são maioria com 30%. Depois vem a contribuição verde amarela com 2.277 traduzida em 29% e os vietnamitas com 17%.
Fonte: Portal Mie com Fukui Shimbun

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Restaurante em Tóquio oferece refeição de graça em troca de 50 minutos de trabalho

Mais de 500 pessoas, incluindo universitários, optaram por trabalhar em troca de uma refeição para economizar dinheiro

 trabalhar em troca de uma refeição

Não tem dinheiro para pagar um refeição? Sem problemas – somente trabalhe 50 minutos.

Essa é a receita de Sekai Kobayashi, 33 anos, ex-engenheira que não vai expulsar clientes sem dinheiro de seu restaurante, o Mirai Shokudo (em tradução livre, Restaurante do Futuro) em Tóquio.

“Ao invés disso, oferecemos refeições em troca de 50 minutos de trabalho no restaurante. Eu uso esse sistema porque quero entrar em contato com pessoas, famintas, que caso contrário não comeriam em restaurantes porque não têm dinheiro”.

Não há outros funcionários além de Kobayashi no restaurante, que tem 12 lugares em volta de um balcão.

Os clientes têm a opção de pagar pela refeição ou ganhar uma sem custo algum ao servir pratos, limpar as mesas e executar outras tarefas.
Cerca de 500 pessoas até agora já optaram por trabalhar em troca da refeição

Até agora, mais de 500 pessoas, incluindo estudantes universitários, optaram por trabalhar em troca de uma refeição para economizar dinheiro, dentre outras razões.

Kobayashi abriu o estabelecimento há dois anos no distrito de Jinbocho, visando um “lugar onde todos são acolhidos e se integram”.

“Através de vários métodos, também mantive o negócio gerando lucros”, disse ela sobre seu investimento onde o almoço especial diário custa 900 ienes.

“É um trabalho prazeroso porque atuo com pessoas diferentes toda vez. É interessante desenvolver um bom relacionamento com outras pessoas”, disse Kobayashi, que espera conquistar outra carreira na indústria alimentícia.
Fonte: Portal Mie com Straitstimes

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Bancos começam a solicitar My Number para abertura de conta e outras transações

Mas a medida do governo não tem caráter obrigatório por enquanto
My Number
Entrou em vigou neste mês uma determinação do governo japonês que permite aos bancos solicitar o My Number durante a abertura de uma conta e para outras transações bancárias, informou a agência de notícias Jiji Press.

Mas a medida, que também vale para contas abertas em agências de Correio, não tem caráter obrigatório por enquanto. Mesmo que os bancos solicitem a apresentação dos 12 dígitos do My Number, o correntista ou cliente só mostra se quiser.

Segundo o governo, quando um banco falir, por exemplo, o correntista poderá ser beneficiado mais facilmente com o seguro que cobre perdas financeiras se os dados do My Number estiverem registrados na conta.

Os bancos podem solicitar o My Number para abertura de contas ou quando o correntista comparecer a uma agência para atualização de dados, como endereço e telefone, além de outras transações.

Porém, muitas pessoas devem resistir em apresentar os dados ao banco por receio de que o governo tenha acesso aos saldos nas contas, apesar das autoridades esclarecerem que só vão verificar os valores no caso de uma investigação.

O governo está estudando tornar obrigatória a apresentação dos números aos bancos dentro de três anos.

O sistema My Number, que reúne dados fiscais e outras informações pessoais em um único lugar, começou a vigorar em 1º de janeiro de 2016. Todas as pessoas, incluindo estrangeiros residentes no Japão, têm um número de identificação individual composto por 12 dígitos.

Diferença entre carta de notificação e cartão do sistema My Number
A carta de notificação foi enviada para todos os domicílios com os 12 dígitos do My Number. Todo cidadão tem o seu próprio número, que deve ser guardado com cuidado e usado somente quando for preciso.

Além da carta de notificação, o cidadão pode solicitar nas prefeituras o cartão My Number, que é um documento com foto do portador e que tem um chip com vários dados.

A solicitação do cartão não é obrigatória, mas o documento pode ser exigido para alguns procedimentos burocráticos.
Fonte: Alternativa

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Produção industrial do Japão cresce 0,5% em outubro

Ministério de Economia, Comércio e Indústria do país também estimou que os estoques da indústria japonesa subiram 3,2% na mesma comparação
Indústria no Japão
 
A produção industrial do Japão cresceu 0,5% em outubro ante setembro, segundo revisão divulgada hoje que confirmou dado preliminar do fim de novembro.

O Ministério de Economia, Comércio e Indústria do país também estimou que os estoques da indústria japonesa subiram 3,2% na mesma comparação, enquanto os embarques diminuíram 0,4%.
Fonte: Exame com Estadão Conteúdo

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Curso gratuito de computação comercial em Hamamatsu

O Colégio Técnico, juntamente com o governo provincial, estão oferecendo treinamento gratuito de computação comercial a todos os estrangeiros desempregados
Curso gratuito de computação comercial
 
O Colégio Técnico, juntamente com o governo provincial, está oferecendo treinamento gratuito de computação comercial a todos os estrangeiros desempregados.

O curso será realizado em Iwata, no Workpia Iwata. O material didático no valor de 8.208 ienes fica por conta do aluno.

As inscrições têm início em 13 de novembro (segunda-feira) de 2017.

Dúvidas ou informações: 053- 462- 5602 com Irie no Colégio Técnico de Hamamatsu

Veja mais informações abaixo:
Treinamento de computação comercial

Inscrições em 13 de novembro
seleção de candidatos
Prova e treinamento
Fonte: Portal Mie

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Estagiários estrangeiros devem receber o mesmo salário dos japoneses, obriga nova lei

Legislação para melhorar polêmico programa entra em vigor em novembro
Estagiários estrangeiros no Japão
 Uma nova lei para melhorar o programa de treinamento de estagiários estrangeiros do Japão vai entrar em vigor na quarta-feira (1), com o objetivo de conscientizar as empresas de que o projeto está destinado a "contribuições internacionais", após críticos dizerem que se tornou uma maneira barata de obter trabalhadores não qualificados de países em desenvolvimento.

A lei prevê o estabelecimento da Organização de Treinamento Técnico Interno (OTIT, sigla em inglês), que supervisionará grupos administrativos, como cooperativas de negócios e associações de comércio e indústria, atuando como agentes de contato entre empresas de acolhimento e países de onde os estagiários se originam.

As empresas anfitriãs serão obrigadas a criar um plano de treinamento para cada estrangeiro, que deve ser aprovado pelo OTIT. Se for reprovado, a empresa não poderá aceitar estagiários.

Para ser aprovado pela organização, as empresas terão de fornecer documentos que mostrem que os estagiários receberão o mesmo salário que os funcionários japoneses.

Além disso, as despesas do cotidiano, como as de refeições e moradias, precisam ser combinadas em um valor apropriado entre a empresa anfitriã e estagiários estrangeiros.

A OTIT também realizará inspeções no local de hospedagem, bem como as entidades administrativas, e se ocorrerem violações nos planos de treinamento as empresas poderão perder o direito de contratar estagiários.

Além disso, as empresas de acolhimento podem enfrentar penalidades como multas e prisões se cometerem violações de direitos humanos, inclusive abusando e ameaçando estagiários, bem como confiscando seus passaportes.

Ao mesmo tempo, as empresas e as organizações administrativas que mostrarem bons resultados, como ter uma taxa de aprovação elevada para exames de habilidade técnica entre seus estagiários, poderão estender o período máximo de treinamento dos três anos atuais para cinco e aceitar mais estagiários.

De acordo com a nova lei, os cuidadores de idosos serão adicionados a uma lista de empregos oferecidos a estagiários estrangeiros - o primeiro serviço de contato direto com pessoas no âmbito do programa.

A nova lei será aplicada a 77 categorias de emprego, incluindo cuidadores de idosos, agricultura e pesca e ocupações relacionadas à construção.

O número de estagiários estrangeiros tem aumentado a cada ano, com 251.721 pessoas que trabalham no Japão até o final de junho de 2017.

Segundo o Ministério da Justiça, 239 empresas anfitriãs e organizações administrativas cometeram atos ilícitos contra estrangeiros estagiários durante o período de um ano em 2016. Os casos mais comuns incluem o trabalho não remunerado.
Fonte: Alternativa

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Honda fechará fábrica na província de Saitama

A Honda anunciou na quarta-feira (4) que consolidará a produção em 2 fábricas na província e poderá fechar uma delas
Honda de Yorii

A Honda Motor Co. está considerando a consolidação de produção em duas fábricas na província de Saitama e poderá, eventualmente, fechar uma delas, informaram fontes próximas ao assunto na quarta-feira (4), enquanto a montadora muda a produção para bases no exterior em meio a um mercado doméstico maduro.

A capacidade de produção da fábrica de Sayama da Honda será transferida para a mais nova, a de Yorii. Ambas estão localizadas na província de Saitama. Segundo divulgou a NHK, a consolidação está agendada para o ano fiscal que tem início em abril de 2021.

A fábrica de Sayama, em operação desde 1964, produz os modelos Step WGN e minivans Odyssey, enquanto a de Yorii, que iniciou as operações em 2013, fabrica o subcompacto Fit.

A Honda investiu pesadamente na expansão de produção no exterior, iniciando a construção de uma nova fábrica na China em dezembro passado em meio a uma forte demanda no maior mercado de automóveis do mundo.

Enquanto isso, as vendas no Japão estão em declínio, devido ao declínio populacional e poucos jovens sentindo a necessidade de comprar carros, levando ao excesso de capacidade de produção em fábricas nacionais.
Fonte: Portal Mie com Japan Times, Kyodo

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Toyohashi recruta brasileiros para ensino do japonês empresarial

Depois de aprender bem o idioma e a etiqueta empresarial será encaminhado para empresas para obter uma vaga
O programa de apoio ao trabalho para estrangeiros residentes no Japão, gratuito, está com inscrições abertas. É promovido pela Prefeitura de Toyohashi (Aichi) e é realizado recrutamento anualmente.

Em 2017 as vagas já se encontram abertas para aqueles interessados em aprender e desenvolver o idioma japonês mais avançado e a etiqueta japonesa no ambiente de trabalho.

Por isso, é necessário que os candidatos já saibam ler e escrever hiragana e katakana. Além disso, que tenham habilidade de comunicação básica no idioma, e visto de residência que permita trabalhar.

O treinamento do idioma e da etiqueta tem 2 horários: 10h às 12h ou 15h às 17h, de segunda a sexta-feira. O período é de setembro a dezembro deste ano.

As entrevistas para indicação de vagas serão realizadas em meados de dezembro. Os candidatos aprovados deverão trabalhar por 2 meses como estagiário remunerado no começo do ano que vem. Depois de aprovado, será efetivado na empresa.

    Informações: 0532-51-2022 (Tabunkakyosei Kokusai-ka)
    Local do Treinamento: NPO ABT
    Ficha de inscrição: veja imagens

Treinamento gratuito para aprendizado do japonês e da etiqueta japonesa no trabalho

Formulário de inscrição
Fonte: Portal Mie

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Aumenta produção em fábricas no Japão

O maior aumento de produção foi registrado no setor automotivo e na indústria siderúrgica
O maior aumento de produção foi registrado no setor automotivo e na indústria siderúrgica

Em junho, a produção aumentou no setor automotivo, na área química e outras, mostraram dados do governo na segunda-feira (31), no mais recente indicador de que a economia está levantando vapor.

De acordo com o Ministério da Economia, Comércio e Indústria, a produção industrial em junho cresceu 1.6 por cento mês a mês, recuperando-se de uma queda de 3.6 por cento revisados em maio.

A produção aumentou no setor automotivo, indústrias siderúrgicas e no setor químico, entre outras, enquanto a produção de telefones celulares, produtos derivados do petróleo e aparelhos para fabricar telas planas e microchips teve queda.

Os dados de produção tornam-se conhecidos após a divulgação de números separados na sexta-feira (28), os quais mostraram que os gastos das famílias no Japão aumentaram em junho após 15 meses de declínio. Ambos os relatórios são boas notícias para o primeiro-ministro Shinzo Abe, que entrou no poder no final de 2012 com a promessa de reacender a economia com facilitação monetária, estímulos de gastos e reformas estruturais.

As perspectivas do Japão vêm melhorando com o apoio de fortes exportações, com investimento relacionado às Olimpíadas de Tóquio em 2020 também dando um incentivo à terceira maior economia do mundo.

Contudo, as preocupações se arrastam porque a inflação geral continua fraca, apesar de anos de empenho do governo.

Falta força do consumo privado, que conta por mais da metade do Produto Interno Bruto (PIB) do Japão, enquanto as empresas ricas têm sido relutantes em oferecer grandes aumentos salariais.
Fonte: Portal Mie com Japan Today, AFP

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Inteligência artificial pode substituir trabalhadores não qualificados em fábricas do Japão

Ministério da Economia analisa prós e contras de uma 4ª revolução industrial
Fábricas do Japão

O Japão pode estar prestes a embarcar em uma quarta revolução industrial. Maior participação de robôs em fábricas, uso de inteligência artificial nas linhas de produção e novas tecnologias representam um cenário futurístico que nunca esteve tão perto de se tornar real.

Nesta sexta-feira (21), o ministro da economia Nobuteru Ishihara divulgou em uma reunião com autoridades do governo o relatório anual de políticas para a economia, que apresentou detalhes sobre a introdução de novas tecnologias na indústria e suas possíveis consequências.

O documento analisa melhorias de produção, contratações e salários mais elevados com a inserção de máquinas equipadas com inteligência artificial nos setores de produção.

No entanto, se uma introdução em massa se tornar realidade, os operários que não possuem qualificações poderão ser substituídos pela tecnologia.

O relatório avaliou que a recuperação da economia do país desde o fim do ano passado foi positiva, com a melhora nas contratações e na renda de trabalhadores.

“Os avanços para conter a falta de mão de obra, melhorar os métodos de trabalho e inovação se tornaram a chave para o crescimento contínuo”, sinalizou um parágrafo do documento.

O governo investigou os resultados reais nas melhorias de produção e as formas de introdução de novas tecnologias no trabalho de fábricas. Além da inteligência artificial e dos robôs, a internet das coisas (capacidade de conectar diversos equipamentos à internet), impressoras 3D, computação em nuvem e outros sistemas entraram na avaliação.

O Ministério realizou um levantamento com 2.327 empresas para descobrir a produtividade de cada funcionário entre os anos de 2012 e 2015. Os resultados mostram que a capacidade de contribuir com as melhorias de produção é muito maior através do uso de inteligência artificial.

O uso atual das tecnologias também foi avaliado. Até fevereiro deste ano, apenas 2% das empresas com novas tecnologias utilizam mecanismos de inteligência artificial na produção.

Até o momento, a tecnologia mais utilizada é a de computação em nuvem, que tem custo mais baixo e foi verificada em 28% dos negócios.

Quanto às melhorias referentes a vagas e salários, o Ministério verificou que a introdução de inteligência artificial aumentaria os rendimentos das fábricas e provocaria uma maior contratação de trabalhadores com qualificação técnica, reduzindo a “fila” de espera por esse tipo de serviço.

No entanto, a categoria mais simples de trabalhadores pode se tornar desnecessária e isso resultaria também em grandes demissões e novos problemas econômicos.

Com relação a isto, o relatório sugere que, para lidar com as mudanças estruturais provocadas pela revolução tecnológica, será necessário aumentar os treinamentos e oferta de conhecimento dentro e fora da indústria, além de investir em um sistema no qual o trabalhador possa trocar de emprego com mais facilidade.

Na prática, quando de fato essas novas tecnologias se tornarão protagonistas nos trabalhos das fábricas ainda é um mistério, mas este dia pode estar mais perto do que muitos imaginam.
Fonte: Alternativa

terça-feira, 13 de junho de 2017

Participação das mulheres na força de trabalho no Japão atinge recorde

A participação das mulheres no mercado de trabalho no Japão aumentou para o maior nível desde 1968
Mulheres na força de trabalho no Japão

A participação feminina na força de trabalho no Japão aumentou para 66% em 2016, o maior nível desde 1968, quando o país começou a coleta de dados, mostrou um relatório anual do governo na sexta-feira (9), divulgou o Jiji.

O índice, que cobre mulheres em idade de trabalho entre 15 e 64 anos, aumentou em 7.2 pontos percentuais ao longo de 10 anos até 2016, de acordo com o relatório de 2017 de igualdade de gênero adotado em uma reunião do gabinete.

Contudo, as mulheres em cargos de administração contaram por somente 13% do total de trabalhadoras no Japão, contra 36% na Grã-Bretanha e 29.3% na Alemanha.

O nível japonês é “baixo se comparado com outros países”, ressalta o relatório, indicando a necessidade de assistência que facilite para que as mulheres continuem trabalhando e desenvolvendo carreiras.

Das 28.1 milhões de mulheres que trabalham no país, 1.49 milhão estão empregadas como trabalhadoras não regulares, tais como part-time, apesar da vontade de serem contratadas como funcionárias regulares, segundo o relatório.
Fonte: Portal Mie com Jiji

terça-feira, 6 de junho de 2017

Inteligência artificial será usada para melhorar eficiência nas linhas de produção em fábricas

Inteligência artificial será realidade em breve nas fábricas do Japão
Inteligência artificial

A Omron, uma fabricante japonesa de equipamentos de automação, se juntará a pesquisadores do Instituto Riken, buscando desenvolver inteligência artificial (IA) que pode notar quando um operário está sonolento ou permitir aos robôs se desviarem das pessoas com apenas pequenos movimentos.

Tal IA poderia tornar o maquinário automatizado em fábricas mais eficiente, em resposta à escassez de trabalhadores e altos custos de trabalho em países emergentes. Robôs de transporte automatizado poderiam evitar mais do que somente obstáculos fixos, enquanto novos aparelhos de controle podem redesignar tarefas automaticamente ou alterar a velocidade de produção após detectar uma possível fadiga do operário, sendo também uma potencial melhoria de segurança.

A Omron espera lançar o equipamento de produção e robôs de transporte equipados com tal tecnologia dentro de 5 anos. Acredita-se que a eficiência na linha de produção pode ser dobrada, principalmente para tarefas como montagem de produtos, as quais envolvem pessoas.

Uma instalação de pesquisa onde vão trabalhar 20 pessoas será criada dentro do Instituto de Ciências da Riken – o centro líder de pesquisa do Japão – na cidade de Wako (Saitama). A Omron e institutos afiliados ao governo vão despachar pesquisadores a tempo integral para compartilhar conhecimento em IA e neurociência, assim como pesquisa dos mecanismos do cérebro.

A Omron já trabalha para aumentar a produtividade industrial via IA em seu principal negócio de equipamentos de controle, que conta por cerca de 40% das vendas. Até o ano 2018, a empresa espera comercializar os aparelhos que usam IA para detectar produtos danificados ou com defeito nas linhas de montagem.

A fabricante de eletrônicos tem uma meta de 1 trilhão de ienes ($9.03 milhões) em vendas totais para o ano fiscal de 2020, levada pela demanda para automatização em fábricas.

O mercado de desenvolvimento de IA do Japão atingirá 2,12 trilhões de ienes no ano fiscal de 2030, um aumento 7 vezes maior em comparação a 2016, mostram dados do Instituto de Pesquisa Fuji Chimera.
Fonte: Portal Mie com Nikkei

sexta-feira, 28 de abril de 2017

Fabricação de componentes eletrônicos no Japão cresce cada vez mais

componentes eletrônicos no Japão
Fábricas de componentes eletrônicos no Japão estão com produção em alta e projeção de crescimento

A demanda por componentes eletrônicos está se recuperando, com os pedidos combinados de 6 grandes fabricantes japoneses para o trimestre janeiro a março expandindo cerca de 12% em comparação ao ano anterior, devido aos crescentes pedidos para uso em smartphones e automóveis.

O Nikkei calculou um valor total de pedidos de cerca de 1.33 trilhão de ienes ($11.9 bilhões) para a Murata Manufacturing, TDK, Alps Electric, Kyocera, Nidec e Nitto Denko.

A Nitto Denko, aparentemente, registrou um crescimento de mais de 20%. A demanda por filmes polarizadores para telas de cristal líquido se recuperou após pouco pedidos para uso em iPhones no primeiro semestre do ano passado e aumento da procura por parte de fabricantes chinesas para inclusão em smartphones de alto grau.

Para a Kyocera e a Alps, os pedidos aumentaram em cerca de 15%. A Kyocera registrou vendas vigorosas de peças para displays de automóveis, componentes de cristal para comunicação de smartphones e peças de cerâmica para equipamento de fabricação de chip. A empresa com sede em Quioto aumentará a capacidade de produção em fábricas nas províncias de Shiga e Kagoshima.

Para a Alps, um declínio na demanda para peças de smartphone parece ter chegado ao fim, e os pedidos cresceram para botões e dispositivos de controle para automóveis e discos rígidos. Contudo, a demanda para componentes em servidores, eletrodomésticos e automóveis tiveram queda.
Fonte: Portal Mie com Nikkei

segunda-feira, 27 de março de 2017

Japão pode confiscar dinheiro da conta bancária de inadimplentes da previdência

Veja quais são os critérios do Serviço de Previdência Social para que esta medida seja tomada
Serviço de Previdência Social do Japão

 O Serviço de Previdência Social do Japão está cada vez menos tolerante com os cidadãos que não pagam o valor mensal da pensão.

A partir de abril deste ano, o órgão poderá solicitar descontos direto na conta bancária do inadimplente que tenha renda anual superior a ¥3 milhões (com dedução de impostos), informou uma reportagem do jornal Sankei.

As regras para o novo ano fiscal, que começa em abril, sofreram alterações. O dinheiro só poderia ser confiscado diretamente na conta bancária do indivíduo se a inadimplência persistisse por mais de sete meses e se a renda anual fosse superior a ¥3,5 milhões, mesmo com a dedução de impostos.

Com a queda na renda mínima para a medida, mais pessoas que não estão pagando serão atingidas. Porém, a entidade alterou o tempo de inadimplência de sete meses para 13 meses. Quem não pagar a dívida por este período, mesmo tendo condições, poderá sofrer a baixa na conta bancária.

Neste ano fiscal (de abril de 2016 até o fim de março deste ano), a previdência registrou mais de 20 mil inadimplentes com renda anual superior a ¥3,5 milhões. Houve ainda 1.281 cidadãos com renda superior a ¥10 milhões por ano e que não estão pagando a aposentadoria.

Os escritórios regionais da previdência enviam diversos avisos e solicitações de pagamento aos inadimplentes. Aqueles que não estão pagando por que perderam o emprego ou estão com alguma dificuldade financeira devem comparecer à repartição mais próxima para solicitar a isenção.

A previdência se baseia na lei de coleta de impostos para obter informações referentes à renda anual do cidadão e ao dinheiro que possui em sua conta bancária, caso a renda indique que há condições de pagar.

Entre abril e novembro do ano passado, houve 7.334 casos de pessoas que tiveram a dívida descontada diretamente do banco.

O Japão sofre com a queda populacional, o envelhecimento da população e dificuldades em sustentar os aposentados com a previdência. Em 2014, a taxa de pagamento era de 71,5% e, nos últimos anos, o índice continua parado na faixa de 70%.

Obrigatoriedade

No Japão, todos os cidadãos com mais de 20 anos e menos de 60 anos devem se cadastrar no sistema e pagar a aposentadoria mensalmente. O sistema de pensão abastasse os idosos acima de 65 anos, portadores de deficiência e os viúvos de acordo com as condições.

A maioria dos trabalhadores possui o dinheiro descontado diretamente do salário, enquanto que os cidadãos que possuem um negócio próprio, agricultores e estudantes devem se cadastrar nas prefeituras para pagar os valores por conta própria.
Fonte: Alternativa

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Pequenas empresas japonesas contratam mais estrangeiros

empresas japonesas

O número de trabalhadores estrangeiros registrados no Japão ultrapassou 1 milhão pela 1ª vez devido em parte à contratação agressiva, por parte de companhias regionais e pequenas empresas, como uma maneira de lidar com a escassez de mão de obra.

Ao passo que essas empresas, apesar de poucas e dispersas, estejam inovando com suas contratações, ainda não está claro como o governo quer levar adiante ao introduzir mais mão de obra estrangeira no país enquanto desenvolve uma nova política.

O Juroku Bank, com sede na província de Gifu, por exemplo, contratou 2 chineses em abril passado que estavam estudando em uma universidade na cidade de Nagoia (Aichi). Essa foi a primeira vez que a empresa contratou estrangeiros para trabalharem nos balcões de atendimento e veio como parte de uma nova estratégia para lidar com o crescente número de turistas no Japão.

Muitos estrangeiros também vêm trabalhando em pequenas empresas no Japão, mas com salários baixos, trazidos sob o programa de estágio técnico do governo que, segundo críticos, é uma cobertura para contratação de mão de obra barata. Geralmente, esses trabalhadores retornam a seus países após 3 anos de contrato.

De acordo com uma pesquisa realizada pela companhia de informação sobre emprego Disco, das 630 empresas em todo o país, 38.1% empregaram ou planejavam contratar estudantes estrangeiros no ano fiscal de 2016, enquanto mais da metade, ou 59.8%, espera contratar tais trabalhadores no ano fiscal de 2017.

A porcentagem de estrangeiros que foram recrutados após se graduarem em universidades no exterior poderá aumentar de 18.9% no ano fiscal de 2016 para 32% no ano fiscal de 2017. Segundo a Disco, empresas nacionais de pequeno e médio porte estão de olho em recém-graduados do exterior para recrutamento.

O número de trabalhadores estrangeiros registrados no Japão totalizou 1.083.769 no final de outubro de 2016, alta de 19.4% em comparação ao ano anterior, de acordo com uma pesquisa do Ministério do Trabalho.

O governo japonês vem promovendo a contratação de cidadãos estrangeiros com conhecimento e qualificações avançadas, mas, na realidade, aprendizes sob o programa de aquisição de conhecimento do governo vêm liderando o crescimento do número de trabalhadores estrangeiros no Japão.
Fonte: Portal Mie com Japan Today

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Pela primeira vez, Toyota nomeia executivo não japonês para comandar empresa no Brasil

O peruano Rafael Chang é o novo presidente da montadora no país

Toyota anunciou um novo presidente

A Toyota anunciou um novo presidente para comandar as operações da empresa no Brasil.

Quinta maior montadora do país em unidades vendidas, a companhia japonesa informou que o peruano Rafael Chang assumiu o cargo na última segunda-feira, no lugar de Koji Kondo.

Esta é a primeira vez que um executivo não japonês assume a empresa no Brasil.

A companhia agradeceu Kondo pelo trabalho prestado durante anos difíceis, em que a demanda por automóveis caiu pela metade em quatro anos. Chang, que esteve à frente das operações da Toyota na Venezuela, prometeu ajudar a empresa a crescer ainda mais rápido no Brasil.

A participação da Toyota no mercado brasileiro de automóveis passou de 4,3 por cento em 2014 para 8,8 por cento atualmente, de acordo com a empresa.
Fonte: Alternativa